Todo o set, no mesmo instante.
Ordem do dia, claquete, calendário e equipe — sincronizados em tempo real entre os aparelhos do set, na rede local ou pela internet, com ou sem sinal.
Acesso completo é por token, liberado aos poucos — um projeto de cada vez. Já tem o seu? Entre aqui.
O Temporama é um sistema de gestão de produção audiovisual pensado por quem dirige, fotografa e produz — não uma planilha adaptada. Cada função tem a sua própria tela, com os seus próprios campos, mas todo mundo enxerga, no mesmo instante, a mesma cena, o mesmo relógio, a mesma ordem do dia.
Ninguém precisa perguntar em que cena estamos. Está na tela, atualizado no segundo em que muda, pra equipe inteira. E continua de pé quando o sinal cai.
O Temporama não tem menu de funcionalidades — tem elementos. Cada função da equipe, cada ferramenta, cada tela é um quadradinho com um símbolo de duas letras, como numa tabela periódica.
São vinte, nos mesmos cinco grupos que abrem dentro do app. Navegue com as setas, abra com Enter, feche com Esc — ou toque no número de atalho que cada um carrega.
Maiúscula e minúscula, nunca um ícone. Uma sigla que a pessoa já viu mil vezes chega mais rápido que uma palavra — e num set, no escuro, com pressa, reconhecer é melhor que ler.
Duas funções diferentes nunca dividem uma sigla. Já houve rodada inteira de correção por causa disso: antes de criar uma sigla nova, procura-se ela no repositório inteiro.
A mesma cor de categoria vale na grade, nas Notificações e na Linha do Tempo. Nunca uma cor nova só pra uma lista — se uma cor não significa nada, ela não entra.
A sigla aparece no tile do módulo, no chip de presença, na folha impressa e na Linha do Tempo — sempre a mesma, sempre no mesmo desenho.
A cena 2 acontece na mesma fazenda, com a mesma câmera, o mesmo figurino coberto de pó. Nada disso foi digitado nela — está tracejado porque veio da cena 1, e vale igual.
Escreva na cena 1 e olhe a 2. Os campos são de verdade: a herança acompanha na hora. Toque num campo tracejado pra a cena 2 assumir o valor; apagar devolve ao ancestral, nunca ao branco.
O que roda aqui embaixo é o mesmo motor que roda no app — não um vídeo, não uma animação de CSS imitando LED. Cada ponto é desenhado a cada quadro a partir de um campo de brilho calculado na hora.
Texto, ícone e padrão matemático são três geradores do mesmo campo, com crossfade entre eles — por isso a passagem de um pro outro nunca é um corte.
Seis cores, nunca um seletor livre — o Letreiro simula um painel físico, e painel físico não muda de cor porque alguém trocou o tema do app. Ponto apagado continua desenhado, escuro, do jeito que um LED de verdade se enxerga apagado.
O mostrador não marca a hora do dia: é um cronômetro em forma de relógio, contando desde que alguém apertou Rodar. Do lado, o texto da cena corre junto.
Aperte Rodar, arraste o pino azul pra mudar a Meta e deixe passar: o mostrador fica amarelo chegando perto, verde na janela, vermelho quando passou.
O primeiro toque levanta a pá e deixa o timecode laranja: é o aviso de que vai rodar. O segundo desce a pá, congela o número no instante exato e acende o REC em toda tela do projeto.
A lousa espelha a cena selecionada. Troque de cena e veja tudo mudar junto: rolo, locação, lente, diafragma, o dia e a hora.
O aparelho na sua mão, o servidor que roda no set e a nuvem. Nenhum é o dono: qualquer um pode receber uma edição primeiro, inclusive com a internet caída — e num galpão sem sinal, que é onde a gente costuma filmar, é o do meio que segura o dia.
Aprendi isso errando. O cronômetro ficou correndo na rede do set, alguém parou pela nuvem, e ao reconectar em casa ele voltou disparado: o evento de parada se perdeu, e nada nunca reconciliava depois.